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UM DIA NEM TÃO FELIZ


Welson Menescal (18/09/2009) Texto

Então tive um dia que no mínimo pode ser chamado de engraçado, eu to sem trabalho, mas essa nem é a melhor ou mais interessante da história. Tive uma entrevista em uma transportadora em um lugar muito, muito mais muito longe. Cheguei lá meia hora antes do combinado como qualquer desempregado faria.


Só que como o local é super protegido por seguranças armados eu não pude entrar e tive que esperar do lado de fora, de camisa, calças e sapatos sociais e uma temperatura que não chegava aos 16°. Esperei e esperei, resolvi para tentar aquecer meu coração ligar para a minha mãe e perguntar como tinha começado o dia dela.

 

Ela me retornou, pois não tinha créditos no celular e com voz de sono ela me perguntou o que havia acontecido e eu disse o que estava acontecendo comigo naquele começo de dia. Ela sem muita paciência me disse “Meu filho o ar condicionado do quarto estar marcando 18° e eu não to com frio” me desejou boa sorte e um bom dia.

 

Depois dessa não seria um segurança que me deixaria passar frio e ele viu dentro dos meus olhos que eu poderia me tornar uma pessoa perigosa (risos). Entrei e já havia mais pessoas esperando para ser entrevistadas. Fomos para uma sala e três horas depois fomos liberados.

 

Cheguei com a moça que entrevistou meu grupo e perguntei se havia um caixa eletrônico próximo dali, mas não havia percebido que ela tinha 2m10 de altura, pois ela com a cara mais lavada do mundo me disse a 5 minutos a pés daqui existe um caixa, agradeci e sai andando.

 

Andei por aproximadamente 30 minutos, lembrem-se de sapatos sociais e no frio e enfim e FELIZ. Por fim encontrei um banco onde enfim consegui sacar o dinheiro e pensei “vou pegar um taxi até o metro” (+ risos) engano e dos piores, após ter andado todo esse tempo esperei por exatos mais 40 minutos o tão e não chegado taxi.

 

Com fome, sede, cansado, estressado eu esperei, pois não podia fazer nada, pois eu estava em um local dois quilômetros depois do fim do mundo. Após esse tempo de tortura eu resolvi ir para um ponto de ônibus. Não mais que de repente aparece ao longe um taxi em alta velocidade. Quase me joguei na frente do carro, não suportava mais o frio e nem a fome.

 

O moço gordinho e engraçado me perguntou se eu ia para longe e eu respondi que ia até o metrô mais próximo. Ele disse “tudo bem eu levo você” mas ele também disse “estou atrasado e vou correr” eu no alto do desespero disse “tudo bem” e o velocímetro já passava dos 80 quilômetros.  

 

Ele disse que ia dobrar e ia por um lugar mais tranqüilo, fez a curva sem pisar no freio e quando eu me vi estávamos parados, a tampa do motor aberta, um pouco de fumaça saindo e o meu braço um pouco dolorido. Eu ainda perguntei o que aconteceu e ele rindo me disse ”batemos, em uma Mercedes” pensei que rico.

 

Tive que ir no hospital isso com fome, sede, cansado e agora com dor, cheguei lá o médico disse não foi NADA, vai para casa e toma esse remedinho. Por volta das 16h cheguei em casa e acreditem vivo.

 

To aliviado em poder contar isso ...



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