![]() |
||||
![]() |
||||
Narrativas RecentesContinuações Recentes |
A diferença entre o compreensível e o justificávelFelipe Lobo (05/02/2008) Segurança é um dos problemas mais graves enfrentados pelo Brasil no início do século XXI. O agravamento do problema ficou evidente em episódios como na invasão constante da polícia nos morros do Rio de Janeiro e as demonstrações de poder do PCC em São Paulo. Freqüentemente são publicados textos que procuram analisar o problema, por diferentes pontos de vista. No ano de 2007, o caso que mais chamou a atenção foi o do apresentador Luciano Huck. Ele publicou o artigo intitulado “Pensamentos quase póstumos”, na Folha de S. Paulo, onde relata o roubo do seu rolex e chama a atenção para o problema de segurança. A polêmica instaurada com o texto do aprensetador ganhou ainda mais força quando a Folha publicou o artigo do rapper e escritor Férrez, mostrando o lado do assaltante. O texto de Luciano Huck mostra um homem indignado com a situação que vive na sua cidade, São Paulo, argumentando ser um cidadão que cumpre suas obrigações e promove projetos sociais em seu programa na Rede Globo. Já Férrez tenta mostrar a situação de um assaltante como o que abordou Huck, sua situação social, os problemas que enfrenta, a desigualdade que é posto todos os dias, a falta de assistência do governo e uma gama de outros problemas. As duas abordagens mostram radicalismo. Huck parte para a convocação de um Capitão Nascimento, do filme “Tropa de Elite”. Já Férrez acaba dizendo que o crime é justificável, pela situação do “correria”, como ele chamou o assaltante. O crime cometida é compreensível sim. Muitas pessoas vivem em situação lamentável, muito em função das poucas oportunidades de emprego, de lazer, de educação, de saúde e de moradia. Em cidades grandes como São Paulo, não há programas de moradia que atendam à demanda. A saúde pública é um caos, com um atendimento insuficiente e, podemos até dizer, incompetentes em alguns casos. A educação é outro ponto negativo: as escolas são de má qualidade em termos de ensino e de infra-estrutura, além de serem muitas vezes insuficientes.Há ainda a questão dos transportes, onde milhares de pessoas são colocadas como sardinhas em ônibus, trens e metrô. Diante dessa situação, é compreensível que haja crime deste tipo. Mas o problema é quando Férrer justifica o crime, como se fosse algo aceitável. As injustiças sociais são um dos grandes problemas que assolam as sociedades atuais, especialmente nas grandes cidades. O crime jamais é justificável. E não apenas o crime que utiliza a violência. Crimes do colarinho branco também não têm justificativa. E, pior do que os crimes originados da injustiça social, não são sequer compreensíveis. É preciso tomar cuidado para não aceitarmos o crime como uma forma de justiça social. Se não, entraremos em um problema insolúvel, uma vez que as injustiças podem ser amenizadas, mas jamais extintas. (Foto: Eu podia estar matando) Tags: cidade violência cotidiano Remixagens dessa narrativa
Sem remixagens. Seja a primeira pessoa a remixar essa narrativa!
|
BuscaRSSTwitter UpdatesNuvem de Tagsacross the universe Alaska amizade amor Amy Winehouse Ana Brambilla anos 80 arte ashley dupré Av. Paulista aventura Baudelaire blog blogs Brasil Brilho eterno de uma mente sem lembranças campus Campus Party campusbr08 campuseiros campusparty campusparty08 campuspartybr cartas casamento celular cemitério Chico Buarque cibercultura cidade cinema climatempo colaboração compartilhamento comunicação confissões contos conversa cotidiano cparty crônicas cultura curiosidades Depoimento depoimentos Diablo Cody Eliot Spitzer Ellen Page encontros exposição família felicidade feriado festa festa do Divino filme filmes flick flickr fotografia Freestyle futebol games Garbage Geografia globalização Google grafite Hillary Clinton hipermídia história HQ humor Ilha das Flores informação interatividade Internet iPod ímpeto Joanópolis jogos jornalismo June juno Kristen limão linux literatura livros Lobisomem Londres música Marcelo Tas Marinha memória memória Metrô mídia moda modding montagem mulheres música Nicole Kidman ny Obama Girl Oscar paisagem urbana paixão palestra paquera Parada Gay Pedro Gomes poesia polêmica política propaganda quadrinhos Radar Cultura reflexões relacionamentos República Tcheca romance rotina saudade São Paulo segurança sensualidade seu jorge show Silda Spitzer solidão sonhos sono sorte steve johnson Steven Johnson streaming tecnologia televisão tempo Todo sentimento trabalho trilha sonora USP viagem Virada Cultural vitoria volúpia web web 2.0 Youtube |
||