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Narrativas Recentes |
No tempo das revistas de videogame...Felipe Lobo (21/03/2008) Sou um apaixonado por videogame. Desde criança, quando conheci o Atari, fiquei fascinado com a possibilidade de interagir, brincar com os personagens na tela. Desde Enduro e Pitfall que gosto de acompanhar tudo que sai a respeito de videogame. Uma das disputas mais interessantes que envolviam a indústria do videogame era justamente a imprensa. Aqui no Brasil, lembro de várias publicações que tratavam de games - normalmente revistas mensais. Era lá que víamos as grandes novidades que viriam, análises dos jogos, os "detonados" (jogos passo a passo até o final) e muitas imagens que nos deixavam com água na boca. Comecei a acompanhar mais precisamente quando eu já tinha o Master System e adorava jogar Alex Kidd in the Miracle World e Sonic, the hedgehog - dois clássicos do videogame de 8 bits. Em 1995, as duas se uniram com o nome de Supergamepower, que passou a rivalizar com a maior publicação de videogames na época, a Ação Games. Eu tive a edição número 1 da Supergamepower. Era o Hulk na capa, trazia cenas de Mortal Kombat e nos fazia sonhar com os previews e análises. A Ação Games mantinha boa qualidade, mas a Supergamepower sempre me cativou mais. Tinha amigos que também eram fanáticos por videogame e fazíamos campeonatos em casa, à tarde, depois da escola. Depois, passamos a nos encontrar mais nos fins de semana, com a falta de tempo que a maturidade vai trazendo. A Ação Games ganhou minha preferência já no fim dos anos 90. foi quando as capas começaram a ser muito mais artísticas e a Supergamepower passou por um período de crise grave - reflexo do mau momento da editora Nova Cultural. Deixei de comprar religiosamente a Supergamepower desde então e passei a ser leitor da Ação Games. Mas parece que não tinha mais volta. O mercado de videogames no Brasil ficou retraído - reflexo também do encarecimento dos jogos, após a crise do dólar em 1999 - e as revistas começaram a minguar. Provavelmente porque não havia mais leitores, já acostumados a encontrar na internet as últimas notícias sobre os jogos. As revistas não souberam lidar com a internet - uma exigência quando se trata de games. A Ação Games deixou de existir em dezembro de 2000. A internet ajudou a matar as revistas de games (mais por culpa delas do que pela existência da web, mas enfim), mas não oferece conteúdo com a mesma qualidade - ao menos quando falamos nos sites brasileiros. Uma das boas opções é a Game Girl, um blog que fala sobre jogos e comportamento, mantido pela excelente Renata Honorato. Alguns outros canais de jogos conseguem destaque, mas muito mais pelo noticiário do que por um conteúdo mais analítico, como eram as revistas. A internet e o mercado em geral está carente daquele carisma que Baby Betinho e Marjorie Bros, por exemplo, conseguiam ter. Uma pena. Tags: cultura videogames games revistas Remixagens dessa narrativa
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