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Narrativas Recentes |
O direito de amar alguémFelipe Lobo (06/05/2008) Lendo o flog da Paulinha, uma amiga minha já de alguns anos, vi que ela toca em um ponto interessante em relação ao ato de amar (de maneira divertida e inteligente, como, aliás, é característico dela). Há muita gente que invoca o direito de amar para, na verdade, suprir uma carência afetiva ou sexual. E será que temos o direito de fazer isso? Já percebi muitas vezes que há muitas pessoas dependentes de relacionamentos. Dependentes a ponto de namorar mesmo quem não gosta, apenas para manter um namoro, alguém que lhe elogie a beleza, lhe dê carinho e seja aquela pessoa a ligar quando precisar. Oras, é claro que ninguém se assume nessa condição. Mas é preciso pensar um pouco antes de sair dizendo que quer amar alguém, porque às vezes esse sentimento é apenas uma necessidade passageira. O problema disso é que uma vez invocado esse direito e ele atendido, corre-se o risco de o jogo se inverter. De vítima que requere o direito de amar alguém, passa a réu por não oferecer à pessoa conquistada o mesmo direito. Isso porque satisfeita aquela necessidade afetiva ou sexual, a outra pessoa é categoricamente dispensada. Talvez seja preciso pensar um pouco antes de invocar um direito que torna réus muitos dos que antes sentiam-se vítimas. Além, é claro, de se auto-enganar, criando uma necessidade de relacionamento que, na verdade, não existe. Tags: amor relacionamentos direito Remixagens dessa narrativa
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