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Miguelar quando possível... Berrar sempre!


Felipe Lobo (28/01/2008) Texto

Sábado, Novembro 06, 2004

Balada! Sim! O Miguelar (http://miguelarepreciso.blogspot.com) é preciso esteve presente em uma balada da noite paulistana. Um local não muito tradicional. É, sabe aquela música: "(...) só não vale homem com homem/nem mulher com mulher"? Lá essa regra não existe.

Os nossos "repórteres" foram acompanhar mais um possível berro (segundo o dicionário da língua popular mineira, "berro" é uma tentativa frustrada de ficar com alguém), que poderia ocorrer nesta noite. "Me preparei muito, mas não espero muita coisa, além de um jogo difícil... O empate é um resultado normal". Isso tudo porque miguelar É preciso, mas berrar é inevitável.

Aniversário. Uma festa com muitos conhecidos. O que faria lá alguém que vc sequer conhece pessoalmente? Iria conhecer. Na verdade, já "conhecia", virtualmente falando. "O campeonato já começou. este é apenas um jogo, com a diferença de ser o mais importante até agora", declarou o convidado.

Mas a história começa antes. O convite para a festa. Aliás, para as duas - para os íntimos e para os amigos em geral. Isto é, sem dúvida, algo importante. Mas o fato é que ele só participaria da segunda. Justamente do que estamos falando: a balada.

Para conseguir realizar o desejo - quase incontrolável - de ir no tal aniversário, era necessário amigos. Pela companhia na festa e no caminho para ela. Eles estavam lá, leais, mesmo sem saber como seria a balada. Sem saber nada.

Ansiedade. Aquela coisa que se sente antes de uma balada da qual se quer ir. Nada de mais, apenas uma certa ansiedade. O grupo de três amigos parte em direção à balada.

Chegam ao lugar. Logo ao entrar, o convidado da aniversarianete, acompanhado dos amigos, logo localiza o cabelo ruivo e os olhos azuis que já vira outras vezes por foto. Nem foi tão difícil quanto se pensava.

Ambiente bonito, agradável, muitas mulheres bonitas, os amigos junto e uma pessoa divertidíssima como aniversariante. O convidado se sentia bem.

Músicas pop. Anos 80. Ritmo dance dos anos 80, com suas baterias eletrônicas, e melodias facilmente decoráveis. Fórmula de sucesso, que funciona muito bem até hoje. A-Ha, REM, George Michael. Músicas que a aniversarianete adorava. "Essas músicas são a sua cara mesmo", dizia um dos amigos ao convidado. "Chance de berro: 97,2%".

Estava lá o sorriso da aniversariante, com uma preocupação até rara com alguém que nunca havia visto pessoalmente. Queria dar atenção, queria estar junto, queria se divertir junto. Conseguiu.

As músicas eram dançantes. Tão dançantes, que todos se mexiam, seja como fosse. Uns com estilo, outros com técnica, outros apenas balançando o corpo. Muito calor. Muita dança. Muita alegria. "Alegria demais pra mim" diria um dos amigos, se lesse isso agora.

Um dos amigos parte para a ofensiva anti-berro. Parece ter começado bem. Mas o outro time não quer jogar, e abandona o campo de jogo. Na seqüência, o outro amigo também ataca. A ofensiva é interrompida por uma súbita mudança de regras, da qual o amigo não sabia. A menina do primeiro amigo se abraça com esta segunda. É, quando um quer jogar basquete e o outro futebol, não tem jogo.

Berrar é preciso. Um dos amigos quis continuar a ofensiva em outra frente. O jogo parece dominado pelo amigo. A ofensiva parece que trara resultados rápidos. Mas como já se diz por aí, o berro tarde, mas não falha. Em um momento do jogo em que o time do amigo domina a partida, e parece com mais chances de vencer, o juiz marca um pênalti para o outro time. O namorado da menina chega, e beija a garota, como se nada tivesse acontecido. O baque é tão grande, que o time do amigo nem pode voltar à campo, e retira-se do campo de jogo, acanhado.

Festa chegando ao fim. Pista de dança com poucas pessoas. Dança, dança, dança. Suor, calor. Enquanto uns ainda estavam em "transe", outros já buscavam a saída daquele ambiente. Jogo ainda empatado. "Mas o time tá muito bem, a acho que o jogo está sendo bastante proveitoso", diz o convidado.

Despedida. Carinho. Proximidade. Calor. Suor. Suave toque de carinho.

Encontro com as amigas, que estavam ali perto. Risadas, relembrando momentos áureos da noite. As risadas mostram que a noite foi boa. O sorriso do convidado parece mostrar satisfação e dúvida. Cansaço. Sono. Voz rouca de tanto cantar as músicas.

[suspiro...]


Tags: relacionamentos amor encontros

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