Contraste da meia noite
Felipe Lobo (06/03/2008)
Já é quase meia noite. O centro de São Paulo está pouco movimentado. Alguns alunos da USP e do Mackenzie, que por alguns instantes dividem os mesmos ônibus, descem próximo ao metrô. Nas ruas sujas do centro, um encontro de opostos.
Os habitantes daquela região a essa hora são alguns moradores de rua, que buscam alguma esperança naquilo que sobra, nos restos - de comida, de oportunidade, de vida. Dividem aquele espaço, por alguns segundos com estudantes de grandes universidades da cidade, indo para suas casas depois da aula. Estudantes que se dirigem ao metrô.
Entre esses dois grupos, a união pelo oposto: uns com boas oportunidades, estudando em uma universidade tradicional, com acesso a uma formação que permitirá, no mínimo, manter o poder aquisitivo dos pais. Contrastando com isso, pessoas que, em muitos casos, não tiveram chances de terminar sequer o primário.
Os dois mundos se cruzam, rapidamente, e cada um segue o seu caminho.
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